:: Espaço Jovem

CORA CORALINA E SUA LIÇÃO DE VIDA.

Cora Coralina e sua lição de vida.

"Eu não tenho medo dos anos e não penso em velhice.
E digo pra você, não pense.

Nunca diga estou envelhecendo, estou ficando velha. Eu não digo.
Eu não digo que estou velha, e não digo que estou ouvindo pouco.

É claro que quando preciso de ajuda, eu digo que preciso.
Procuro sempre ler e estar atualizada com os fatos e isso me ajuda a vencer as dificuldades da vida. O melhor roteiro é ler e praticar o que lê.

O bom é produzir sempre e não dormir de dia.
Também não diga pra você que está ficando esquecida, porque assim você fica mais.

Nunca digo que estou doente, digo sempre: estou ótima.
Eu não digo nunca que estou cansada. Nada de palavra negativa.
Quanto mais você diz estar ficando cansada e esquecida, mais esquecida fica.

Você vai se convencendo daquilo e convence os outros. Então silêncio!
Sei que tenho muitos anos. Sei que venho do século passado, e que trago comigo todas as idades, mas não sei se sou velha, não. Você acha que eu sou?

Posso dizer que eu sou a terra e nada mais quero ser.
Filha dessa abençoada terra de Goiás.

Convoco os velhos como eu, ou mais velhos que eu, para exercerem seus direitos.

Sei que alguém vai ter que me enterrar, mas eu não vou fazer isso comigo.

Tenho consciência de ser autêntica e procuro superar todos os dias minha própria personalidade, despedaçando dentro de mim tudo que é velho e morto, pois lutar é a palavra vibrante que levanta os fracos e determina os fortes.

O importante é semear, produzir milhões de sorrisos de solidariedade e amizade.

Procuro semear otimismo e plantar sementes de paz e justiça.
Digo o que penso, com esperança.
Penso no que faço, com fé. Faço o que devo fazer, com amor.

Eu me esforço para ser cada dia melhor, pois bondade também se aprende.

Mesmo quando tudo parece desabar, cabe a mim decidir entre rir ou chorar, ir ou ficar, desistir ou lutar; porque descobri, no caminho incerto da vida, que o mais importante é o decidir."

E você, o que acha? Inspire-se na sabedoria da poeta e decida ser feliz!



27/06/2015 - 17:41:05

PAPA CHAMA OS FIÉIS 'A CONSTRUIR SUS VIDAS NO ESSENCIAL'.

‘Papa chama os fiéis 'a construir suas vidas no essencial'.
O Papa Francisco chamou os fiéis a "construir suas vidas no que é essencial", neste domingo durante o Angelus, poucas horas antes de viajar a uma aldeia ao sul de Roma, onde passará seis dias em retiro quaresmal.
"Devemos nos livrar dos ídolos, das coisas vãs", declarou o pontífice argentino a uma multidão entusiasmada na Praça de São Pedro.
Ele comentava a passagem bíblica em que Satanás procura, em pleno deserto, fazer com Cristo caia em tentação.
"Em sua resposta, o Senhor nos lembra que 'o homem não vive só de pão, mas de toda palavra da boca de Deus'", ressaltou o Papa, considerando que "isto nos dá força, nos apoia na luta contra a mentalidade mundana que reduz o homem ao nível das suas necessidades básicas e que faz perder a fome de tudo o que é verdadeiro, bom e belo, a fome de Deus e de seu amor".
O ex-arcebispo de Buenos Aires citou "três tentações" a serem resistidas: "o bem-estar econômico", "um estilo de vida espetacular e milagroso" e "a sede de poder e dominação".
Deixando o discurso de lado, o Papa chamou os fiéis a lembrar da lição de Jesus contra o diabo, que é um "grande sedutor": "quando estamos sujeitos a tentações, não deve haver diálogo com Satanás, só é necessário se referir às palavras do Senhor, elas vão nos salvar".
"Nunca devemos discutir com Satanás, mas seguir o curso indicado pelo Pai, sem compromisso com o pecado e a lógica do mundo", acrescentou.
Depois de recitar o Angelus com a multidão, o Papa pediu aos fiéis que orem por ele e seus "colaboradores da Cúria Romana", que vão se retirar no início da tarde para exercícios espirituais, até sexta-feira.
O Papa, portanto, não estará no Vaticano para o primeiro aniversário de sua eleição, em 13 de março.
Até o momento, esses retiros, muitas vezes conduzidos por cardeais e arcebispos, eram realizados no Vaticano. Desta vez, o Papa e 82 membros da Cúria vão se retirar para um convento construído na década de 60 em Ariccia, uma pequena aldeia de Castelli Romani, ao sudeste de Roma. Cardeais e bispos deverão pagar por sua estadia.

09/03/2014 - 20:47:59

OS JOVENS TÊM FOME DE UM SAGRADO QUE NÃO ALIENE.

Entrevista com Hilário Dick - "Os jovens têm fome de um sagrado que não aliene". 13/02/2013

"Se a Igreja não souber viver e ajudar a construir o discurso da ‘autonomia', não afasta somente os jovens, mas os fiéis em geral". A reflexão é de Hilário Dick, jesuíta, que há 40 anos trabalha na evangelização da juventude. Segundo ele, o discurso religioso "deve ser para todos, mas a proposta de construção da autonomia precisa seguir o caminho da diversidade, onde prevaleça a postura do cuidado e não do controle".

Na entrevista a seguir, concedida por e-mail à IHU On-Line, ele comenta a Jornada Mundial da Juventude, que acontece esse ano no Rio de Janeiro, e a Campanha da Fraternidade de 2013, que aborda a temática da juventude, enfatizando a necessidade de retomar a discussão acerca do cuidado e da autonomia dos jovens. "É preciso que a Igreja e toda a sociedade se encantem ou se re-encantem pela juventude. Isso significa usar muitos verbos, mas podemos resumi-los em três: estudar, amar, estar presente", aponta. E ressalta: "Quem ‘cuida', respeita a autonomia, o protagonismo, a personalidade de cada um. Uma mãe que ‘cuida', não ‘abafa' o/a filho/a. Deseja que ele/a seja ele/a. Dentro dessa ‘geografia' coloca-se a criação da Comissão Episcopal para a juventude".

Hilário Dick é graduado em Teologia pela Pontifícia Faculdade do Colégio Máximo Cristo Rei, e em Filosofia e em Letras pela Universidade do Vale do Rio dos Sinos - Unisinos. Mestre e doutor, também em Letras, pela Universidade Federal do Rio de Janeiro - UFRJ, é coordenador do Observatório Juvenil do Vale/Unisinos. Entre seus vários livros publicados, citamos Gritos silenciados, mas evidentes: jovens construindo juventude na história (São Paulo: Loyola, 2003) e Cartas a neotéfilo - Conversas sobre assessoria para grupos de jovens (São Paulo: Loyola, 2005). Junto de Carmem Lucia Teixeira e Lourival Rodrigues da Silva publicou Juventude: acompanhamento e construção de autonomia. É autor do Cadernos IHU número 18, intitulado Discursos à Beira dos Sinos. A emergência de novos valores na juventude: o caso de São Leopoldo.

Confira a entrevista.

IHU On-Line - Como você avalia a postura da Igreja de priorizar o público jovem para tentar barrar a perda de terreno no campo religioso?

Hilário Dick - A pergunta fala de duas coisas: da Igreja que quer priorizar as juventudes, relacionando esse interesse à perda de terreno, por parte da Igreja Católica, no campo religioso. Como tal, são duas coisas diferentes, sem conexão. A pergunta até poderia ser preconceituosa ou apressada. É sabido que a opção preferencial pelos jovens, por parte da Igreja Católica da América Latina, vem da década de 1970. Uma opção que, por vezes, só ficou no discurso, mas foi e é uma prioridade. Se a pergunta não falasse da perda de terreno, mas de "pescar" vocações para o clero, a questão seria outra. Não se trata de "encher" a Igreja ou a sacristia, mas de mostrar ao mundo que a Igreja não perdeu a juventude. Seria um julgamento muito duro - embora isso possa acontecer - afirmar que a Igreja é interesseira no trabalho do anúncio da boa nova à juventude. A preocupação não é a perda, mas o anúncio. Uma grande questão são as formas que se defendem para realizar o anúncio que seja o de Jesus Cristo.

IHU On-Line - Os caminhos para tentar conquistar os jovens são os ideais? O que o jovem do século XXI busca em relação à fé e à pertença religiosa?

Hilário Dick - Se soubéssemos os caminhos ideais para "tentar conquistar" os jovens e as jovens, faltaria só investir. O que os estudos sobre a juventude dizem é que o/a jovem deseja ser feliz e, nesta felicidade, se inclui a pertença religiosa, ou não. Pelo que está emergindo da realidade juvenil, pode-se perceber que a felicidade das juventudes mora em cinco "espaços": 1) a vivência grupal. Basta observar o que acontece em nossas cidades nos domingos à tarde; 2) a formação integral. As juventudes não querem só receber informações; estão em busca de uma formação; 3) uma boa organização. É muito preconceito pensar que o jovem quer viver sozinho. Ele e ela sabem que sozinhos vão para o ralo. O político faz parte da felicidade humana, também da juventude; 4) a atenção à sua especificidade. Passou o tempo em que o jovem é o mesmo. O termo "juventudes" é cada vez mais aceito. Apesar dos que defendem o "Setor Juventude" como forma de arregimentação (sem real respeito às diferenças), o discurso das "juventudes" está na rua; 5) o acompanhamento. O jovem não quer andar só. Ele ou ela quer caminhar com quem tem mais experiência, mais referências, mais buscas. A juventude é feliz caminhando com o adulto, comendo com ele o mesmo pão.

IHU On-Line - Como entender que é entre as pessoas com menos de 40 anos que a Igreja Católica mais perde terreno no Brasil? Para quem a Igreja dirige seu discurso?

Hilário Dick - Depende da forma como se olha o fenômeno: isso é perda ou é ganho? Não é questão de idade; é questão de "massa" e de "povo"; de pastoral de eventos ou de pastoral de processo. A grande conquista da humanidade coloca-se no caminho da autonomia, também na Igreja. Apesar de tudo que se pode ver, ainda não se toleram submissões. Apesar de o "império" neoliberal pensar e impor o contrário; apesar de vivermos, na Igreja Católica, os estertores de um autoritarismo, se a Igreja não souber viver e ajudar a construir o discurso da autonomia, não afastará somente os jovens, mas os fiéis em geral. O "discurso" deve ser para todos, mas a proposta de construção da autonomia precisa seguir o caminho da diversidade, onde prevaleça a postura do cuidado e não do controle.

IHU On-Line - Qual a importância da criação da Comissão Episcopal para a juventude?

Hilário Dick - Evidente que a resposta a ser dada é que a criação de tal Comissão, por parte da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil - CNBB, é uma coisa boa; não precisa ser "importante", mas boa. Pode ser (e quer ser) um gesto de solicitude dos bispos do Brasil para com a juventude.

Contudo, podemos perguntar: a solicitude com as crianças não mereceria o mesmo tratamento? O cuidado com a família... A Comissão surge porque Rio de Janeiro será a sede da próxima Jornada Mundial da Juventude? O surgimento se deve ao atendimento às diversas "experiências"? A causa do surgimento seria o "cuidado"? Tempos atrás eu falava, embora se fale bastante - dentro e fora da Igreja -, de "cuidar". O que se vive na Igreja e no trabalho com a juventude, hoje, não é bem isso, mesmo que o discurso seja outro. Mesmo em movimentos juvenis muito próximos a nós, o que vale não é o "cuidar". Até se pode dizer que se ama errado. Cuidar de uma pessoa, especialmente de um/a jovem, não é cuidar de um boneco. Por vezes, quem "cuida" deseja que o cuidado seja como ele, seja como nós queremos que ele/a seja e não como ele/a sonha ser. Quem "cuida" respeita a autonomia, o protagonismo, a personalidade de cada um. Uma mãe que "cuida" não "abafa" o filho (ou filha). Deseja que ele/a seja ele/a. Dentro dessa "geografia" coloca-se a criação da Comissão Episcopal para a juventude.

Fica evidente que há uma tendência de resvalar do "cuidar" para o "controlar". Há amor de pai/mãe, de educador/a, de evangelizador/a, de autoridade, de padre e bispo, de Igreja e de "movimento" que amam de tal jeito que, em vez de cuidarem, "controlam". Quem controla não confia; quem controla deseja que o/a outro/a seja como nós e não como ele. Assim como a família, assim a escola, assim muitas instituições, também de Igreja; em vez de "cuidar", "controlam". A Igreja, a teologia, a pedagogia, a evangelização etc., em lugar de "cuidar", "controlam" ou querem controlar. Não erramos se dissermos que ninguém foi feito para ser controlado. O controle não é da pedagogia de Deus.

IHU On-Line - O que o senhor pensa sobre o tema da Campanha da Fraternidade de 2013, que será fraternidade e juventude?

Hilário Dick - Sempre é mais urgente pensar e estudar a juventude. Há uma tendência eclesiástica de dizer que o conhecimento da realidade juvenil entra pelos poros. Todas as Campanhas da Fraternidade da Igreja Católica brasileira tem um "Texto Base" que se espalha por todas as paróquias e comunidades. Para quem se dedica ao estudo e à evangelização da juventude por muitos anos, claro que é uma alegria. Contudo, ter que ler o Texto Base apresentado sobre juventude e fraternidade, em 2013, é um fato que deve preocupar. Chamaria a atenção para três alertas a partir do estudo deste Texto. Um alerta sobre o paradigma que o texto segue: o paradigma da juventude como um problema; um alerta sobre a relevância que o texto dá à relação da juventude com a mídia, deixando de lado questões mais cruéis e tristes da realidade dos/as jovens; um alerta sobre a importância que se dá ao "recriar", esquecendo lições muito ricas do passado que a história nos traz. Luis Carlos Susin dizia, em 2012 , recordando o significado do Vaticano II, que há uma dificuldade que agrava a consciência da relevância do Concílio e da sua recepção: a menor importância que se dá, hoje, na cultura à consciência histórica e crítica. Hoje não se pode estudar dogma, liturgia, direito, ética etc., sem a sua necessária dimensão histórica e seus contextos culturais. Sem história e sem contexto, a tendência é se tornar absolutista.

IHU On-Line - O que esperar da 28ª Jornada Mundial da Juventude, que ocorrerá no Rio de Janeiro, estado com o menor percentual de católicos (45,8%) e ponta de lança do movimento de pluralização religiosa e de aumento dos sem religião no país?

Hilário Dick - Poder-se-ia responder com outra pergunta: o que teve a ver a Jornada Mundial da Juventude, na Austrália (de poucos católicos) e, mesmo, com a de Madri, considerando que a juventude espanhola é uma das mais críticas da Europa com relação à Igreja? O sucesso, ou não, da Jornada no Rio de Janeiro tem pouco a ver com os problemas apontados. Quanto ao "o que se espera", espera-se que a juventude seja respeitada (menos manipulada), seja acolhida, seja considerada; que o extermínio brasileiro de jovens seja conhecido por todo o mundo, que Jesus Cristo seja apresentado como Libertador, que se fomente uma espiritualidade comprometida com a realidade social, que não se fale só de Igreja, mas principalmente do Reino de Deus, que as juventudes dos continentes tenham voz e vez na Jornada e que a Igreja (Povo de Deus) veja que os/as jovens têm fome de um sagrado que não aliene.

IHU On-Line - Qual o sentido, para os jovens brasileiros, do lema da Jornada "Ide e fazei discípulos entre todas as nações!"? Este lema estimula realmente para evangelização?

Hilário Dick - A grande novidade que o/a jovem vive é a saída de si mesmo. A juventude vive a epopeia do êxodo. Anunciar a Boa Nova é ser missionário, por vocação e não por mandato de alguém, nem da Igreja. A "missionaridade" faz parte da felicidade do ser humano e, de modo particular, da juventude. Pode-se perguntar se o lema é um convite ou uma ordem, mas isso depende de quem deseja falar algo de Deus. Quem convive com a juventude sabe que ela gosta de "sair de si mesmo". E quem vive isso, o faz gratuitamente. O espírito missionário não se paga...

IHU On-Line - Em que a Igreja precisa melhorar para, realmente, acolher os jovens no contexto de mudança de época? A instituição está atenta aos sinais dos tempos?

Hilário Dick - Para dizer algo sobre as perguntas, diria: a) é preciso que ela (a Igreja) e toda a sociedade se encantem ou se reencantem pela juventude. Isso significa usar muitos verbos, mas podemos resumi-los em três: estudar, amar, estar presente. Para perceber o que está emergindo nas juventudes, estes verbos são fundamentais; b) caso não fizerem isso, nem a Igreja nem a sociedade estarão atentas aos sinais dos tempos que se manifestam em toda a parte e, de modo particular, na juventude, que é o sacramento da novidade ou, no dizer de Mannheim, fonte de renovação da sociedade. Estaremos diante de uma Igreja e de uma sociedade "velha" e que já sabe tudo.

IHU On-Line - A Igreja começa a dar sinais de investir na construção da autonomia do jovem?

Hilário Dick - A pergunta, segundo a conceituação do que se entenda sobre "investir na construção da autonomia", pode ser bastante injusta, também pelo fato de a pergunta falar de "começar a dar sinais". Por um lado, a Igreja "investiu" muito, há muito tempo, na juventude. Tome-se o caso da educação escolar; tome-se a importância que teve, na história, a "formação do caráter", etc. Dependemos do que seja "investir" e do que se entende por "construção da autonomia".

Precisamos considerar um dado histórico. Este dado diz que foi somente a partir de 1930 que começou a surgir efetivamente, nas Igrejas Católicas, um movimento de jovens que procurava ser protagonista e não "comandada" pelos adultos, procurando construir-se como sujeitos da história. Por que esse "fenômeno" demorou tanto para ficar evidente na sociedade e nas igrejas? Não existiria "protagonismo" das juventudes na história? A resposta deve ser: existia, mas não tinha condições de aparecer, nem na Igreja. Assim como a vivência da autonomia é um processo, a vivência do protagonismo juvenil também é um processo. Assim como o protagonismo sempre é uma conquista, o mesmo se deve dizer da autonomia.

Eclesiasticamente, podemos dizer que no cenário de Igreja (católica), no momento, o investimento na autonomia do jovem e do povo não clerical está em baixa. Em grande parte porque a mudança de paradigma carrega consigo inseguranças e diminuição da confiança nos "fiéis". Daí o controle, o autoritarismo e o centralismo, que são reais e, por isso, o investimento na construção da autonomia do/a jovem é difícil e "perigosa".

IHU On-Line - O que seria um discípulo missionário na concepção de um jovem brasileiro do século XXI?

Hilário Dick - Todo discípulo tem um Mestre que ama e ao qual segue. Se esse Mestre é Jesus Cristo, trata-se de sê-lo em qualquer tempo e em qualquer lugar. Ele veio para dar a vida e não para ser servido. Mostrou que a vida é vida verdadeira quando é uma vida doada. Ele saiu de si e toda pessoa que sai de si é missionário. Quem sai de si não fica velho... Quem sai de si carrega uma novidade a ser transmitida. Isso vale para todos os séculos.

No entanto, há coisas que precisam ser recordadas, repetidas... Assim também o espírito missionário que mora em nós. O que a gente ama sempre pode ser repetido sem ter a aparência de velho. O que a gente ama sempre é novo e a gente sempre vai procurar uma forma de fazer-nos compreender. Talvez custe, talvez não amemos o suficiente. O que a gente ama sempre é novo. Nova também é a pedagogia... Um/a brasileiro/a jovem, discípulo/a e missionário/a, é esta novidade mais profunda que existe na juventude e que vive, de fato, a epopeia do êxodo, da saída de si para a alteridade, da saída da escravidão para a liberdade que sempre aponta no horizonte, mas está, sempre, também em nós.

IHU On-Line - De que modo a juventude gostaria de exercer uma participação ativa na comunidade eclesial, de ser agente de transformação na sociedade, de ser protagonista da Civilização do Amor e do bem comum, como afirmam os objetivos da CF 2013?

Hilário Dick - A resposta é muito simples e muito ampla: sendo participantes! O que está em jogo é que esta participação não pode nem deve ser algo dado; deve ser uma descoberta e uma conquista. Por um lado, a sociedade teme esta "participação" porque o jovem incomoda; por outro lado, sempre existe a tentação da acomodação, de não sair de si mesmo, de ficar no casulo da individualidade egocêntrica. A juventude gostaria de ser respeitada em seu anseio de ela poder ser ela. Até deseja ser ajudada nesta epopeia de êxodo para a qual a vida a convida.

IHU On-Line - De modo geral, que análise o senhor faz da juventude hoje? Quem é o jovem do século XXI? Quais seus valores, medos e sonhos?

Hilário Dick - Ou se escreve um livro sobre isso ou a melhor resposta é o silêncio. Já que não convém silenciar, sei que a juventude quer ser respeitada e amada; sei que não existe juventude melhor ou pior; sei que falta muito para sabermos o que é ser jovem; sei que se deveria estudar mais juventude; sei que os valores da sociedade dependem dos valores que a juventude carrega dentro dela (mesmo sem saber); sei que os medos continuam sendo o desemprego, a violência e ser invisibilizado; sei que os sonhos dela são muito mais bonitos que nós imaginamos. Por fim, sei que a juventude do século XXI está pronta a parir realidades que sempre serão imprevisíveis, assim como é imprevisível uma pessoa que ama ou que odeia.

Fonte: www.ihu.unisinos.br
Revista Missões

07/04/2013 - 17:03:28

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14/03/2012 - 10:51:07

A CARTA DE DEUS.


A CARTA DE DEUS.

Você é um ser humano. É um milagre. E é forte, capaz, inteligente, cheia/o de talentos. Entusiasme-se com eles. Reconheça isso. Encontre-se consigo mesma/o. Aceite-se.

Anime-se. Pense que a partir deste momento você pode mudar sua vida para melhor. Isso se você assim o quiser, se programar, e se encher de entusiasmo para alcançar. E, sobretudo, se perceber toda felicidade que pode conseguir, somente pelo fato de desejá-la.

Você é a minha maior criação. É o meu maior milagre. Não tenha medo de começar uma vida nova. Não se lamente nunca. Não se queixe. Não se atormente. Não se deprima.

Como pode temer se é meu milagre? Você está dotada/o de poderes desconhecidos para todas as criaturas do universo. Você é ÚNICA/O. Ninguém é igual a você. Só você pode escolher o caminho para a felicidade. Eu a/o fiz perfeita/o para você aproveitar sua capacidade e não para destruí-la.

Eu lhe dei o poder de pensar e o poder de imaginar,
o de amar e o de criar,
o de rir e o de falar,
o da vontade e o de escolher o melhor.

Eu lhe dei o poder de rezar... e com o poder de escolher seu próprio destino, usando sua vontade eu a/o coloquei acima dos Anjos.

O que você tem feito dessa imensa força?
Use sabiamente seus poderes.

Faça a opção de amar em vez de odiar. Rir e não chorar. Criar e não destruir. Escolher perseverar em vez de renunciar. Elogiar e não criticar, dar em vez de tirar. Agir, e não adiar. Bendizer e não renegar. Escolha dar graças em vez de blasfemar. Escolha viver, em vez de morrer miseravelmente à margem da verdade... Aprenda a sentir minha presença em cada ato de sua vida. Cresça cada dia em otimismo e esperança. Abandone os seus medos e os sentimentos negativos.

Eu sou a LUZ e estou sempre com você. Chame-me. Busque-me. Lembre-se de Mim. Vivo em você desde sempre amando-a/o e se você vem a Mim encontrará o amor e a paz com que tanto sonha.

Tente tornar-se simples, inocente, generosa/o, doador/a, descubra sua capacidade de se maravilhar com a Criação e sinta-se humana/o... porque só você pode compreender uma lágrima ou a dor, você pode conhecer o AMOR.

Lembre-se de que você é meu milagre destinada/o a ser feliz, com misericórdia, com piedade, com alegria, para que este mundo por onde você passa seja digno de você.

E se você é meu milagre, use seus dons, transforme a escuridão em luz, modifique o lugar onde você vive, transmitindo às pessoas, esperança, alegria e otimismo e faça-o sem temor porque ESTOU COM VOCÊ.



PROMETA A VOCÊ MESMA/O:

• Ser tão forte que nada possa prejudicar sua paz.

• Falar de Saúde, Felicidade, Prosperidade, com cada pessoa que encontra.


• Fazer sentir a suas/seus amigas/os que há algo maravilhoso dentro delas/deles.

• Olhar o lado bom das coisas e converter Otimismo em realidade.


• Pensar sempre o melhor, trabalhar só para o melhor e esperar só o melhor.

• Estar tão entusiasmada/o com os triunfos dos outros como está com os seus.


• Esquecer os erros do passado e ir à busca dos acertos futuros.


• Ter sempre um rosto alegre e sempre dar um sorriso a cada criatura vivente que encontre.


• Investir tanto tempo em seu progresso pessoal que não lhe sobre tempo para criticar os outros.

• Ser demasiada/o Livre para preocupar-se, demasiada/o Nobre para aborrecer-se, demasiada/o Forte para temer e demasiada/o Feliz para permitir a presença de problemas.


“A vida é curta, quebre regras, perdoe rapidamente, ame verdadeiramente, ria incontrolavelmente, e nunca deixe de sorrir, por mais estranho que seja o motivo.
A vida não pode ser a festa que esperávamos, mas enquanto estamos aqui, devemos dançar...”.


02/11/2010 - 15:20:11

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