XXVII SEMANA MADRE MARIA TEODORA.PARTICIPE.
XXVII SEMANA MADRE MARIA TEODORA
A PREFEITURA DA ESTÂNCIA TURÍSTICA DE ITU/SP
ATRAVÉS DA SECRETARIA DE TURISMO, LAZER E EVENTOS
Apresenta:
XXVII SEMANA MADRE MARIA TEODORA VOIRON (90 anos do seu falecimento).
18 A 24 DE MAIO DE 2016

Madre Maria Teodora Voiron, da Congregação das Irmãs de São José de Chambéry, nasceu e foi batizada em Chambéry, França, a 06 de abril de 1835, com o nome de Luisa Josefina. Era a primeira dos 6 filhos de Claude Voiron e de Catherine Héritier, falecida com a idade de 30 anos. O lar era profundamente cristão. Dele sairam quatro religiosas de São José de Chambéry, das quais três passaram a vida no Brasil, e um padre, que também viveu aqui durante seis anos.
Com apenas três anos, Luisa Josefina foi acometida por convulsões. Seus pais a levaram ao Santuário de Nossa Senhora de Myans, próximo de Chambéry. Aí assistiram a missa e prometeram que, se a pequena ficasse curada, fariam essa peregrinação todos os anos até que sua filha atingisse vinte anos. Ora, no final da celebração, viram sua filha recobrar a liberdade dos movimentos, tão bem que ela voltou para Chambéry a pé com eles.
Muito cedo, sua mãe lhe ensinou a trabalhar para os pobres e soube encontrar os meios engenhosos para aplicá-la nos trabalhos de que não gostava, para combater sua vaidade nascente, para ensinar-lhe o respeito pelo bem do outro e o horror à mentira.
Em 17 de outubro de 1852 entrou na Congregação das Irmãs de São José de Chambéry. Contava apenas 23 anos quando foi enviada, como missionária, para a cidade de Itu/SP, Brasil, onde não foi bem recebida pelo Bispo Dom Antônio Joaquim de Mello. Ao vê-la exclamou: “Uma criança. Que faremos com uma criança?” Em 13 de novembro de 1859 fundou o Colégio Nossa Senhora do Patrocínio, em Itu: primeira escola para a educação feminina no Estado de São Paulo.
Madre Maria Teodora Voiron foi uma grande empreendedora e uma pessoa de intensa atividade espiritual. Durante seus 60 anos de Superiorato, sua alma generosa, se abriu a todas as obras de caridade: órfãos, classes para crianças negras, pobres e abandonadas, hospitais, asilos, leprosários e colégios.
Faleceu, em Itu/SP, no dia 17 de julho de 1925, com fama de santidade. Seus restos mortais encontram-se, na Igreja Nossa Senhora do Patrocínio, em Itu/SP.
Em Roma, na Santa Sé, foi aberto o Processo de Beatificação e Canonização. Ela foi declarada VENERÁVEL, primeiro passo do Processo, em 18 de fevereiro de 1989. Aguardamos um milagre, comprovado pela Igreja de Roma, que permita que ela seja BEATIFICADA.
Madre Maria Teodora Voiron, roga a Deus por nós.
Programação:
Dia 18/05/16 – 4ª feira
7 horas: Missa presidida pelo Monsenhor Durval de Almeida.
Local: Igreja Nossa Senhora do Patrocínio.
08 horas: Abertura na Rádio Convenção, com as presenças do Senhor Secretário do Turismo Lazer e Eventos, Sr. Ricardo Moreira Xavier da Silveira e Irmã Geralda Neuza Hipólita.
09 h. às 12 h. e das 14 h. às 17 h.: Visitas ao Patrocínio.
Dia 19/05/16 - 5ª feira
7 horas: Missa presidida pelo Monsenhor Durval de Almeida.
Local: Igreja Nossa Senhora do Patrocínio.
09 h. às 12 h. e das 14 h. às 17 h.: Visitas ao Patrocínio.
Dia 20/05/16 – 6ª feira
7 horas: Missa presidida pelo Monsenhor Durval de Almeida.
Local: Igreja Nossa Senhora do Patrocínio.
09 h. às 12 h. e das 14 h. às 17 h.: Visitas ao Patrocínio.
19h30: Sessão solene na Câmara de Vereadores, para entrega do Diploma e Medalha Madre Teodora.
Homenageado: Luis Alberto Bertozzo.
Dia 21/05/16- sábado
09 h. às 12 h. e das 14 h. às 17 h.: Visitas ao Patrocínio.
16 horas: Missa presidida pelo Monsenhor Durval de Almeida.
Local: Igreja Nossa Senhora do Patrocínio.
Presença de um grupo de Ex-alunas do Patrocínio.
17h30: Apresentação da “Orquestra Ituana de Viola Caipira”.
Local: Salão do Anjo.
Dia 22/05/16 – domingo
7 horas: Missa presidida pelo Monsenhor Durval de Almeida.
Local: Igreja Nossa Senhora do Patrocínio.
09 h. às 12 h. e das 14 h. às 17 h.: Visitas ao Patrocínio.
Dia 23/05/16 –2ª feira
8h30: Missa presidida pelo Padre José Ignácio Sonsini, Pároco da Igreja Sagrado Coração de Jesus - Louveira.
Presença: Alunos do Centro Promocional Madre Teodora.
Local: Igreja Nossa Senhora do Patrocínio.
Em seguida: Apresentação de Teatro.
Local: Salão do Anjo.
14h30: Teatro: Alunos do Centro Promocional Madre Teodora.
Local: Salão do Anjo.
15 horas: Recitação do Terço pelo Grupo da Melhor Idade de Itu.
Local: Igreja Nossa Senhora do Patrocínio.
Dia 24/05/16 – 3ª feira
07 horas: Missa presidida pelo Monsenhor Durval de Almeida.
Local: Igreja Nossa Senhora do Patrocínio.
09 h. às 12 h. e das 14 h. às 17 h.: Visitas ao Patrocínio.
Na missa: Avaliação da XXVII Semana Madre Maria Teodora por Irmã Geralda Neuza Hipólita.

ORAÇÃO À MADRE MARIA TEODORA VOIRON
Senhor, ajuda-me a viver nossa vocação batismal e missionária. Na trilha de Madre Maria Teodora Voiron ajuda-nos a ser presença do “grande amor de Deus” na família, na Igreja e no mundo.
Nós Te pedimos, Senhor a Beatificação da Venerável Madre Maria Teodora Voiron e, por sua intercessão, a graça que solicitamos... (fazer em silêncio o seu pedido).
Madre Maria Teodora Voiron, peça a Deus por nós.
Glória ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo, como era no princípio agora e sempre. Amém.

MADRE MARIA TEODORA VOIRON VIVEU A MISERICÓRDIA EM SUA VIDA.
Neste ano de 2016 estamos vivendo o ANO DA MISERICÓRIDIA proclamado pelo nosso Papa Francisco que vem nos convidar a redescobrir em Cristo o rosto da misericórdia do Pai e a viver bem este “tempo da misericórdia”.
O Papa Francisco apresenta três grandes metas para o Ano Santo da Misericórdia e nos indica o caminho para viver o Ano Santo: 1. Acolher a Misericórdia de Deus; 2. Serviço à Misericórdia de Deus; 3. A Prática da Misericórdia.
Madre Maria Teodora em suas dificuldades, diante do Santíssimo Sacramento, as confiava ao Senhor e confiava em Sua Misericórdia.
“Dar esmola é uma graça que Deus não concede a toda gente. Uma das maiores punições que Ele inflige a uma alma é tirar-lhe os meios de fazer o bem”. ( Monsenhor Sylvain).
Madre Maria Teodora partilha dessa opinião e não permite que se feche a porta a um pobre. É a vivência da Prática da Misericórdia.
Certo dia, a Irmã responsável pela cozinha, foi dizer-lhe que uma pobre mulher estava pedindo um pedaço de queijo e que na despensa havia um único, já partido e destinado às refeições do dia. Madre Maria Teodora lhe respondeu: “ Dê-lho, minha Irmã. Deus não nos deixará sem nada”. A ordem foi executada.

Transcorreu uma hora apenas, e já o Senhor cumpriu o prometido: “Dai e ser-vos-á dado”. A campainha soou e ao atendê-la, a porteira voltou com um pacote de seis queijos oferecidos ao Colégio por um desconhecido.
As Obras de Misericórdia corporais: dar de comer a quem tem fome, dar de beber a quem tem sede, visitar os encarcerados, assistir os doentes, vestir quem está sem roupa, abrigar quem está sem casa, sepultar os mortos foram sempre uma preocupação de Madre Teodora. Prova disso foram as mais diversas Fundações que realizou e trabalhos que assumiu..
As Obras de Misericórdia espirituais: consolar os aflitos, orientar os desorientados, ensinar os ignorantes, admoestar os que erram, perdoar as ofensas, suportar com paciência as injustiças, rezar a Deus pelos vivos e falecidos também eram consideradas com muito carinho pela nossa Madre. Ela foi alguém que soube suportar com paciência as injustiças. Assim escreveu à Madre Geral que a tinha chamado a Chambéry para se explicar a respeito de acusações que lhe foram feitas: “O que me afligiu, o que me partiu o coração por muito tempo, foi ver que a Senhora duvidava dos meus sentimentos e de minha conduta, que a Senhora não depositava mais confiança em mim. Eu tinha necessidade disso para purificar minhas afeições e intenções. Estou satisfeita com tudo o que Nosso Senhor permitiu para o bem da minha alma: amo-O mais puramente a à Senhora, mais sinceramente”.
Que Madre Maria Teodora nos ajude a aceitar a Misericórdia de Deus em nossa vida e a viver a misericórdia com nossos irmãos. Misericórdia é o Amor de Deus debruçado sobre nós e que nos convida a fazer o mesmo para com nosso/a irmão/ã.
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MATUREMOS UM CORAÇÃO HUMILDE E COMPASSIVO.
Maturemos um coração humilde e compassivo! - “Com o Jubileu da Misericórdia, quero convidar a Igreja a rezar e trabalhar para que cada cristão possa maturar um coração humilde e compassivo, capaz de anunciar e testemunhar a misericórdia, de “perdoar e dar”, de abrir-se “àqueles que vivem nas mais variadas periferias existenciais, que muitas vezes o mundo contemporâneo cria de forma dramática”, sem cair “na indiferença que humilha, na habituação que anestesia o espírito e impede de descobrir a novidade, no cinismo que destrói”. (Papa Francisco, em sua mensagem para o Dia Mundial da Paz, 1º/janeiro/2016).

Vivemos a globalização da indiferença! - “O comportamento do indivíduo indiferente, de quem fecha o coração desinteressando-se dos outros, de quem fecha os olhos para não ver o que sucede ao seu redor ou se esquiva para não ser abalroado pelos problemas alheios, caracteriza uma tipologia humana bastante difundida e presente em cada época da história. Mas, hoje em dia, superou decididamente o âmbito individual para assumir uma dimensão global, gerando o fenômeno da “globalização da indiferença”. (Papa Francisco, em sua mensagem para o Dia Mundial da Paz, 1º/janeiro/2016).

Projetos econômicos e políticos? - “Não é raro que os projetos econômicos e políticos dos homens tenham por finalidade a conquista ou a manutenção do poder e das riquezas, mesmo à custa de espezinhar os direitos e as exigências fundamentais dos outros. Quando as populações veem negados os seus direitos elementares, como o alimento, a água, os cuidados de saúde ou o trabalho, sentem-se tentadas a obtê-los pela força!” (Papa Francisco, em sua mensagem para o Dia Mundial da Paz, 1º/janeiro/2016).

Missão educativa das famílias - “As famílias são chamadas a uma missão educativa primária e imprescindível. Constituem o primeiro lugar onde se vivem e transmitem os valores do amor e da fraternidade, da convivência e da partilha, da atenção e do cuidado pelo outro. São também o espaço privilegiado para a transmissão da fé, a começar por aqueles primeiros gestos simples de devoção que as mães ensinam aos filhos”. (Papa Francisco, em sua mensagem para o Dia Mundial da Paz, 1º/janeiro/2016).
www.vivenciasaparecidadasaguas.com Pe. Geraldo
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PENTECOSTES DA MISERICÓRDIA.
PENTECOSTES DA MISERICÓRDIA

“...soprou sobre eles e disse: ‘Recebei o Espírito Santo. A quem perdoardes os pecados...” (Jo 20,22)

Pentecostes é uma festa litúrgica que pretende ativar em nós a plenitude da vida. “Cinquenta” é o número da consumação. Esse dia plenifica em nós tudo o que ainda se revela limitado e frágil. “Cinquenta” é também o número da liberdade. A cada 50 anos o povo hebreu ouvia o alegre som do “jobel” (corneta de chifre de carneiro) que ecoava nas montanhas e nos vales, convocando a todos (“jobil”) para celebrar um ano jubilar.
Neste tempo devia-se recuperar a boa relação com Deus, com o próximo e com toda a Criação, fundada na gratuidade. Era um ano do perdão: os pobres ficavam livres de suas dívidas, os escravos recuperavam a liberdade, os camponeses recuperavam suas propriedades perdidas.... Podiam respirar, podiam viver, era o jubileu. Deste modo, cada jubileu significava começar um novo ciclo de oportunidades. Pentecostes, portanto, recorda e celebra a promessa de que fomos libertados verdadeiramente pelo Espírito do Ressuscitado.

Neste mundo tão agitado e sem direção, precisamos urgentemente de um novo Pentecostes. Na realidade o que precisamos é abrir-nos a esse Fogo e a esse Vento do Espírito que, às vezes, parece estar soprando em vão. É que estamos trancados em nossos “cenáculos” e não queremos abrir as portas para arejar nossos ambientes, interno e externo. Pentecostes é isto: abrir-se ao que está aí como possibilidade e surpresa, deixando-nos transformar pelo Espírito, sacudindo nossas comodidades e medos.
É altamente significativo e simbólico que a abertura do Jubileu da Misericórdia tenha começado com o destravamento das portas das igrejas em todo o mundo. Mais significativo ainda foi o gesto do papa Francisco em abrir a Porta Santa do Ano da Misericórdia em Bangui (cidade marcada pela miséria e violência), na África, antes mesmo de fazê-lo em Roma, sede central do catolicismo.
O Espírito que sopra desde a África, com a abertura da Porta Santa, nos abre então a porta para palmilhar a estrada da experiência cristã, marcada pela luz da Misericórdia.
O Deus de Misericórdia não é o Deus das portas fechadas; é o Deus das portas sempre abertas a todos, que, a partir de seu coração misericordioso, sempre está disponível a receber-nos; é o Deus que nunca está ocupado para atender-nos, que acolhe a todos, que continuamente nos diz a cada dia: “Passai por aqui, a porta está sempre aberta”.

Só o amor misericordioso de Deus nos reconstrói por dentro, destrava nosso coração e nos move em direção a horizontes maiores de busca, responsabilidade e compromisso.
Pentecostes vem nos revelar que a Misericórdia é a primeira, a última, a única verdade da Igreja, de todas as suas doutrinas, cânones e ritos. É o critério de juízo de todas as religiões.
Pentecostes da Misericórdia põe em movimento os grandes dinamismos de nossa vida; debaixo do modo paralisado e petrificado de viver, existe uma possibilidade de vida nova nunca ativada.
A misericórdia é a luz e a chave de nossa vida tão preciosa e frágil, de nosso pequeno planeta tão vulnerável, do universo imenso e inter-relacionado e do qual fazemos parte.
Tal experiência provoca um movimento que rompe fronteiras e barreiras. Assim, o Espírito faz superar o fundamentalismo, a hipocrisia, a apatia e o medo. Não há nada de mágico. O Espírito age de modo silencioso, mas com extraordinária eficácia: a sua força se mostra irresistível. O seu sopro, penetrando em nossos corpos, nos recoloca de pé e nos faz, finalmente, viver como ressuscitados. Deixar-se conduzir pelo Espírito, que habita o universo e os corações, é deixar-se levar pelo sopro divino.

No Evangelho de hoje, o Ressuscitado comunica seu próprio Espírito. A imagem de “soprar sobre eles” contém uma riqueza profunda: significa que Jesus compartilhou com os seus discípulos o que é mais “vital”, sua própria “respiração”, seu desejo profundo, sua criatividade..., fazendo-os partícipes de seu próprio Dinamismo e impulso vital, do mesmo Espírito que O conduziu durante toda sua vida.
O sopro do Ressuscitado sobre os seus discípulos nos remete ao sopro de Deus no Gênesis, sopro que dá a vida ao ser humano. Aqui, o sopro de Cristo significa a Vida nova dada aos discípulos, pelo dom do Espírito Santo, indicando um novo Tempo, uma nova Criação e um novo Mundo.
Entretanto, uma coisa é essencial para que nasça esse mundo novo: o perdão. “A quem perdoardes os pecados, eles lhes serão perdoados; a quem os não perdoardes, eles lhes serão retidos” (Jo 20,23). Cabe a nós, portanto, fazer nascer esse mundo novo através de nossa presença misericordiosa, sendo mediação do perdão divino.
O perdão é fundamental para a recriação do mundo, e o Espírito nos dá a possibilidade de dá-lo ao outro e de recebê-lo do outro, a fim de que nasça esse mundo novo desejado pelo Cristo da Páscoa.

O perdão é o primeiro dom do Espírito Santo. Sob o impulso do Espírito de Pentecostes, o perdão prepara o terreno para o novo, para a surpresa, para colocar-nos em movimento.
O Espírito é movimento e entrar no movimento da Misericórdia humaniza e cristifica essencialmente a pessoa, porque a Misericórdia constitui “a estrutura fundamental do humano e do divino”.
“O perdão das ofensas torna-se a expressão mais evidente do amor misericordioso e, para nós cristãos, é um imperativo de que não podemos prescindir. Tantas vezes, como parece difícil perdoar! E, no entanto, o perdão é o instrumento colocado nas nossas frágeis mãos para alcançar a serenidade do coração”. (Papa Francisco – Misericordiae Vultus, n.9)
Como seguidores (as) de Jesus, o rosto visível da Misericórdia, somos chamados a ser presença misericordiosa; é sobretudo através do perdão que ativamos a “faísca de misericórdia” presente em nosso interior. O Espírito Santo, o “Sopro” do Ressuscitado é quem ativa esta “faísca”, revelando que a originalidade do cristianismo está na grandeza e na vivência desta única força capaz de movimentar a história, pessoal e coletiva, impulsionando a todos a romper o círculo vicioso dos sentimentos negativos, escrupulosidades, culpabilidades, julgamentos...
O perdão é o mais divino dos atributos divinos, pois só Deus podia inventá-lo. Perdoar é ser semelhante a Deus, pois este modo divino de proceder está ao nosso alcance. O perdão é divino em seus efeitos e em seu próprio processo de vida que desencadeia.
Os recursos do verdadeiro perdão são infinitos; eles jamais acabam. O perdão é um estilo de vida, é uma disposição permanente. Na verdade, no nível mais profundo, o perdão não é o que a pessoa faz, é algo que a pessoa é. Por isso é a dimensão que mais nos distingue como seguidores(as) de Jesus.

Texto bíblico: Jo 20,19-23

Na oração: A experiência de Pentecostes implica escancarar as portas de nossa interioridade, abrindo passagem para que a Misericórdia divina transite com liberdade pelos recantos escondidos e sombrios, ativando e despertando dinamismos e recursos que ainda não tiveram oportunidade de se expressar. Ao mesmo tempo, tal experiência ilumina, destrava e integra toda a nossa história, todas as dimensões de nossa vida, arrancando-a de um fatal “ponto morto” e colocando-a num movimento em direção a uma vida expansiva, aberta e acolhedora, em comunhão com o Todo e com todos.
- Recordar situações cotidianas que clamam por sua presença misericordiosa.

Pe. Adroaldo Palaoro,SJ


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PENTECOSTES: NASCE A IGREJA.
Pentecostes 2016: Nasce a Igreja

Celebramos hoje a festa de PENTECOSTES,
encerrando na Liturgia o Ciclo Pascal...

PENTECOSTES é uma festa antiga,
que já existia no Antigo Testamento.

- Para Israel: Inicialmente era uma festa ligada às colheitas.
- Mais tarde, tornou-se uma celebração da Aliança, feita no Sinai,
que acontecia 50 dias depois da Páscoa. Era a festa da LEI...
- Hoje: É a Plenitude do Mistério Pascal, com o Dom do Espírito Santo à Igreja.
É o NATAL da IGREJA... o Dia das Comunidades... o Dia da nossa CRISMA...

As leituras bíblicas nos ajudam a entender melhor esta festa:

Na 1ª Leitura, São Lucas apresenta o fato 50 dias após a Páscoa,
fazendo coincidir com o Pentecostes judeu. (At 2,1-11)

O interesse do autor é apresentar a Igreja como Comunidade,
que nasce de Jesus, que é assistida pelo Espírito
e que é chamada a testemunhar aos homens o projeto do Pai.
Para isso se serve de imagens e símbolos: o VENTO e chamas de FOGO.
- O fogo transforma qualquer matéria: Transforma os medrosos apóstolos
em ardorosos anunciadores das maravilhas de Deus...
- O Vento sinaliza o movimento que se opõe à passividade.
Esses dois elementos são o combustível para a Igreja que inicia sua missão
e também para a Igreja de hoje.
Essa renovação e esse movimento devem estar presentes na Igreja ainda hoje,
para pronunciar as maravilhas de Deus em todas as línguas e
na linguagem do nosso tempo.

- Lembram a 1a ALIANÇA realizada no Sinai:
Foi em meio a trovões e relâmpagos...
O Espírito é a Lei da Nova Aliança e
por ele se constitui a Nova Comunidade do Povo de Deus

- É o oposto de BABEL: Desmoronam as barreiras de línguas e raças...
para formar um novo povo, sem fronteiras, onde todos se entendem.
Todos falam a mesma linguagem a língua do Espírito de Jesus.

O Espírito presente no início da vida pública de Jesus,
está presente também no início da atividade missionária da Igreja,

Na 2ª Leitura, Paulo afirma que o Espírito Santo é a fonte
de onde brota a vida da comunidade cristã.
É ele que concede os DONS, que enriquecem a comunidade
e fortalecem a unidade de todos os membros. (1Cor 12,3b-7.12-13)

* Devemos acolher os apelos do Espírito Santo
para que ele possa continuar fazendo ainda hoje
as maravilhas que realizou no começo da Igreja.
No Evangelho de João, os Apóstolos recebem a efusão do espírito Santo,
no "anoitecer" do dia da Páscoa. (Jo 20,19-23)

- Eles estão reunidos de "portas fechadas" por medo das autoridades.
- Jesus ressuscitado aparece "no meio deles",
deseja a PAZ: "A Paz esteja com vocês",
e envia em MISSÃO: "Como o Pai me enviou, eu também vos envio."
- Para isso, "sopra" sobre eles, transmitindo-lhes a "vida nova",
a força, o ESPÍRITO SANTO: "Recebei o Espírito Santo..."
e o Dom do PERDÃO e da RECONCILIAÇÃO.

* O Espírito é portador do dom da paz
e mensageiro do perdão e do amor do Senhor.
O cristão é um "enviado" para viver e contagiar PAZ,
experimentar o PERDÃO e a misericórdia e ser construtor da COMUNIDADE.

João e Lucas têm perspectivas diferentes, a finalidade é a mesma:
O Espírito que ajudou Jesus a realizar o projeto de Deus,
também anima agora a Comunidade cristã...

O nosso Pentecostes...

Diante do Fato, talvez invejemos a sorte dos Apóstolos.
E nos esquecemos que o Pentecostes continua acontecendo.
Também em nossa vida houve um PENTECOSTES...

No BATISMO: - Recebemos pela 1a vez o Espírito Santo.
- Fomos inseridos na Igreja, obra do Espírito Santo...
Mas na CRISMA, recebemos a Plenitude do Espírito Santo...

Por isso, o BATISMO é a nossa PÁSCOA...
a CRISMA é o nosso PENTECOSTES....

Lendo a Bíblia, notamos que Deus, sempre que escolhia uma pessoa
para uma missão importante, ungia-o e enviava o seu Espírito.
- No Antigo Testamento: Sacerdotes, Profetas e Reis...
- Cristo: no Batismo, antes de iniciar a vida apostólica...
- Maria: Quando aceitou ser a Mãe do Salvador...
- Assim todo cristão: quando inicia a sua missão de cristão adulto...

Pelo Batismo: entramos na família, nos tornamos membros da Igreja.
Pela Crisma: nos tornamos membros adultos, atuantes e responsáveis na Igreja...

A chama do Espírito Santo transformou totalmente os apóstolos...
A Igreja nasce e se renova constantemente por obra do Espírito Santo.
Que essa mesma chama ILUMINE E AQUEÇA a nossa vida
no caminho da Unidade, do Bem e da Verdade...

Por isso, cantemos: Vem, vem, vem, vem Espírito Santo de Amor,
vem a nós, traz à Igreja um novo vigor.

Pe. Antônio Geraldo Dalla Costa - 15.05.2016
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SEIS PASSOS PARA O AUTOCONHECIMENTO.
Seis Passos Para o Autoconhecimento.
Quem sou eu?

Muitas vezes pensamos saber a resposta a esta pergunta e paramos de formular a questão. Porém, para conhecer-nos realmente, temos que estar cientes dos fatores que nos fizeram ser como somos, o que formou nossa personalidade e crenças, e influenciou decisivamente nosso comportamento e pensamentos.

Então, se você quer descobrir o que o perturba, por que você pensa e age desta ou daquela maneira, este procedimento que apresentamos a seguir pode ser de muita valia. Ele é aplicado em vários cursos de psicologia nas universidades, para ajudar os alunos a se autoconhecerem e, assim, melhor compreender seus pacientes.


Mas atenção! Este NÃO é um teste de cinco minutos, e sim, um guia sério para você traçar um verdadeiro mapa da sua identidade. Pode levar 30 minutos ou várias horas de profunda reflexão. É um exercício que pode ser feito várias vezes ao longo do tempo, e você sempre descobrirá que há algo a acrescentar.

Evidentemente, quanto menos detalhes você fornecer, mais rápido será o teste. Ainda que as respostas não sejam tão completas, ainda assim serão verdadeiras. Portanto, você pode dedicar pouco tempo a este exercício e gradualmente acrescentar as informações que quiser, e assim torná-lo mais preciso e informativo. A escolha é sua!

Para o procedimento tenha à mão uma caneta — ou lápis — e papel, ou escreva num arquivo de texto no computador.


1º Passo: Sua primeira identidade.






Pergunte-se estas 4 questões:

1. Quando foi que você sentiu que tinha uma real identidade?

2. Que idade você tinha?

3. Quanto daquela criança ainda está em você?

4. Quanto vocês ainda têm em comum?

A maioria das pessoas constrói uma identidade própria durante a infância e, seja o que for que venham a acrescentar a essa identidade nuclear, elas sempre SENTEM-SE como aquela criança do passado, que apenas enfrentou algumas experiências na vida. Com o passar dos anos, tendemos a esquecer aquela criança e nem sabemos mais se nos identificamos com ela.

Então, sente-se e pense sobre aquela criança ou adolescente. O que, de SEU, você ainda percebe NELA? Vocês têm a mesma personalidade? A mesma atitude perante a vida?

Escreva as primeiras coisas que lhe vierem à mente (quanto mais você escrever, mais acurado será o processo).


2º Passo: Os eventos que contribuíram para a sua formação

Volte no tempo para as suas primeiras lembranças, e escreva as GRANDES lembranças, os acontecimentos que lhe vêm à mente quando você pensa sobre a sua vida. São as lembranças das quais você não pode escapar e estão relacionadas, de alguma forma, a tudo o que você pensa e a tudo o que você é. Seus grandes amores, suas grandes decepções, seus maiores traumas e medos.

Nossas lembranças e experiências formam a nossa maneira de ser. Não apenas mentalmente, mas também em termosbiológicos, fazendo com que neurônios se conectem com outros neurônios. Ao se conectarem, os neurônios criam uma nova influência sobre suas lembranças e, em alguns casos, sobre a maneira como você reagirá às coisas novas ou pensará sobre as antigas.

Por exemplo, um trauma envolvendo a mordida de um cachorro poderá fazer com um neurônio ou um grupo de neurônios representando cachorros se conectem com outros neurônios que ativam uma reação de medo. Isto significa que nosso cérebro realmente MUDA de acordo com as nossas experiências, especialmente as mais significativas.

Livros, filmes e coisas que aprendemos também são experiências importantes. A leitura de um livro pode ter tanto peso na sua vida quanto uma experiência vivida. E na área das experiências, elas podem ser costumes e tradições ensinadas por seus pais, seus parentes, sua cultura.

Acrescente essas coisas à lista.

3º Passo: Pessoas que influenciaram a sua vida

Pessoas que foram parte da nossa vida têm tanta influência sobre quem nos tornamos quanto as experiências pelas quais passamos. Portanto, ainda não é hora de largar a sua caneta, pois agora é hora de voltar novamente, e contar pelo menos 10 pessoas que influenciaram a sua vida. (de novo, você escolhe quantas quer incluir na lista)

Olhe para esses nomes e pergunte-se: "O que eu aprendi com essas pessoas? O que eu levei delas comigo, e o que mudou em mim depois que elas surgiram na minha vida?"

Acrescente as respostas que você encontrou àquelas que você encontrou nos dois primeiros passos.

4º Passo: Como tem sido a sua vida recentemente?

As pessoas se ajustam às circunstâncias. O que temos feito ultimamente pode ser tão ou mais importante do que coisas que aconteceram há muito tempo porque elas nos influenciam no presente.

Pense nos últimos cinco anos (ou o maior período durante o qual você tem vivido da mesma maneira, com os mesmos hábitos) — quais são as diferenças entre quem você era antes de viver assim, e quem você é agora? Quais são os hábitos que você tem agora? Quais são as pessoas que você vê com mais frequência e que lhe provocam maior impacto?

Certos hábitos podem nos modificar bastante. Eles tornam-se parte de quem somos, como reagimos e até mesmo como pensamos sobre nós mesmos.
Adicione essa reposta à crescente lista de influências na sua vida.

5º Passo: O que você odeia e evita?
Force um pouco os seus limites e faça a si mesmo essas difíceis perguntas:

- Quais são as coisas contra as quais você sempre será e jamais aceitará?
- Quais são as coisas que você decidiu que jamais irá experimentar?

Essas coisas podem ser, por exemplo:esportes radicais, queda livre, drogas, diversos hobbies, tipos de pessoas que você evita ou detesta, ideologias com as quais não concorda, tipos de comida, animais que você teme etc.

As coisas que detestamos, tememos ou evitamos não nos definem menos do que as coisas das quais gostamos. Devido ao fato de evitarmos pensar sobre tais coisas no nosso dia a dia, muitas vezes nos fechamos para sempre em relação a essas opções. Não se trata de forçar-se a gostar delas, mas sim, de compreender POR QUE você as detesta e como isso influenciou a sua vida.

Pode ser um evento traumático, como a mordida do cão no exemplo do 2º Passo. Pode ser apenas uma intuição, uma repugnância física em relação a um assunto. As pequenas coisas do nosso passado, especialmente na primeira infância, podem ter enorme influência sobre o que não gostamos. Tais fatos moldam nossa maneira de reagir, de nos conduzir, e mesmo pensar. O medo é um grande motivador, e pode exercer uma enorme influência na nossa vida.

Não tenha receio em formular e responder a essas difíceis questões.

Acrescente as respostas à lista de coisas que influenciaram a sua vida.

6º Passo: Construa um mapa de quem você realmente é.

Muito bem. Agora você tem uma bela pilha de fatos na sua frente. Vamos organizá-los?

Você deve ter uma lista com as influências mais importantes na sua vida, mais a identidade inicial que você criou na sua infância.

Volte àquela criança da primeira lista, e pense bem na lista de diferenças entre você e aquela criança. É muito importante que você encontre quantas diferenças puder nas suas atitudes, pensamentos, crenças e sentimentos.

Esta lista de diferenças é o seu mapa para entender o que foi acrescentado à sua identidade inicial para formar que você é agora.

Agora, atribua a cada diferença uma curta descrição (p. ex.: tornar-se mais receoso, não gostar de cidades grandes, temer cães) e conecte cada diferença às experiências, pessoas, coisas detestadas e hábitos de todos os passos anteriores fazendo linhas simples a partir do nome da diferença em direção aos itens na lista que criaram tais diferenças.

Um exemplo simples de como deverá se parecer:

Teste: Qual a Sua Habilidade Mental Mais Forte?

Essas são as "correntes de influência" que moldaram quem você é, tudo o que foi construído a partir daquela primeira identidade. Mesmo que se sinta completamente diferente agora, é importante saber onde você começou e como chegou até aqui.

Você vê os caminhos que lhe trouxeram até aqui? Eles são tão você quanto era aquela criança, e, às vezes, são até mais. Não tente apegar-se àquela primeira identidade, mas reconheça os degraus que lhe trouxeram até onde está hoje.

Elabore uma nova lista e organize apenas essas correntes (ou diferenças). A tabela à sua frente deverá estar ainda muito complexa, pois é isto o que somos: pessoas complexas, com identidades complexas. Não existe uma resposta simples para quem somos nós. Somos muito mais do que o nosso gênero, crenças, idade ou etnicidade. Somos muito, muito mais do que isso.

Os itens que formam as diferenças entre você e aquela criança, quando adicionados às qualidades iniciais que você possuía - são VOCÊ.

Essa tabela é um mapa daquilo que faz de você a pessoa que você é hoje. Guarde-o, acrescente mais coisas a ele, e estude-o. Lendo esses fatos no papel, as respostas reais para quem você é, lhe farão conhecer-se melhor, entender melhor suas decisões, suas ideias e sentimentos. Esperamos que você faça bom uso dessa nova compreensão.

Lembre-se: É muito importante que você ame a pessoa que você é. Aceite o caminho que lhe trouxe até aqui, e fique em paz consigo mesmo!

Fonte: tudoporemail
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